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5 dicas para quem quer trabalhar no Vale do Silício

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Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.
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Trabalhar no Vale do Silício é um sonho para muitas pessoas, para algumas inclusive um sonho bem distante. Por onde começar? Se você tem interesse em trabalhar no exterior mas não faz ideia de como pode realizar este projeto, nós conversamos com duas recrutadoras aqui no Vale que não apenas ajudam muitos profissionais s a trilhar este caminho, como inclusive, já passaram por ele!

Fonte: Acontece no Vale.

Independente da sua formação e experiência profissional, saiba que há algumas dicas básicas que podem te ajudar a se inserir no mercado de trabalho americano, mais especificamente do Vale do Silício. As dicas são a partir de uma perspectiva profissional, mas também são baseadas na experiência própria de Joana e Rebeca que afirmam que se tivessem tido acesso a estas dicas como estas antes, suas jornadas teria sido bem menos difíceis.

Confira as 5 dicas que elas compartilharam para quem tem interesse de trabalhar no Vale:

1. Pesquisa

O seu ponto de partida deve ser a pesquisa. Qual profissão você procura? Em qual área profissional quer se inserir? Se você já tem as respostas para estas perguntas, comece a pesquisar TUDO sobre essa área nos Estados Unidos. Use e abuse do Google e das buscas online.

É importante você saber se para atuar na sua área é necessário algum tipo de certificação especial, se o seu diploma é válido, qual tipo de qualificações são necessárias. Além disso, tente saber se há demanda por profissionais da sua área na região, como é o mercado, qual a média de salário.

Se você já tem uma conta no LinkedIn, aproveite para se conectar com pessoas da mesma área, principalmente se forem brasileiros, envie mensagens para tentar um contato, questione como é mercado na região para este tipo de profissional.

Não esqueça de pesquisar também sobre a cultura local, sobre o clima, preço de imóveis, alimentação, transporte, e outros quesitos que sejam importantes no seu caso. De modo geral, o custo de vida aqui no Vale do Silício é bem elevado. É importante que você este ciente do custo de vida.

2. Planejamento

Agora que você já colheu boa informação sobre sua profissão e sabe quais as oportunidades na sua área é hora de planejar sua jornada. Lembre-se que morar no exterior é uma grande mudança de vida, demandará coragem, persistência e um excelente planejamento. Estará em contato com uma nova língua, nova cultura, e passará por
muitos desafios diários. Porém, certamente ganhará uma experiência de vida extraordinária, além de uma realização profissional.

Na etapa do planejamento é importante perguntar-se coisas como: Você já tem o nível de inglês necessário? Já tem as certificações necessárias? Qual cidade vai morar? Quanto dinheiro vai precisar? Já tem um visto de trabalho?

Se você quer estudar e trabalhar dê uma olhada nos programas de extensão oferecidos pela UC Berkeley e a Stanford. A Golden Gate University também é uma ótima alternativa, muitos estrangeiros estudam e acabam trabalhando lá mesmo depois da conclusão do curso. Diversas universidades oferecem programas mais curtos com preços mais acessíveis.

Mas nesta hora é bom ir por etapas. Se o seu inglês ainda não está muito bom, o primeiro passo é investir no idioma. Se você tem condições para estudar inglês nos Estados Unidos é melhor opção. Afinal já estará se ambientando com a cultura, e o aprendizado da língua poderá ser acelerado. Tem interesse em fazer um mestrado
ou certificação na área? Então verifique os requisitos com a universidade americana, e se prepare para alcança-los.

Faça uma lista de todas as etapas de seu planejamento e priorize o que está faltando. Novamente, aproveite para conversar com amigos, conhecidos, ou pessoas no LinkedIn que já passaram por esta trajetória. Elas podem te fornecer dicas importantes.

3. Autorização de trabalho

A autorização de trabalho é um capítulo à parte. É nesta etapa que muitos desistem do projeto de trabalhar no exterior. Se você é da área de tecnologia e quer vir trabalhar no Vale, talvez o seu caminho seja um pouco mais facilitado. Se este não é o seu caso, não desista! Nós somos o exemplo vivo de que isso é possível.

De qualquer maneira, para os dois casos, há um caminho MUITO utilizado e que costuma dar muito certo – estudar em uma universidade nos EUA.
Se você não tem uma empresa que patrocine seu visto de trabalho, então uma boa opção é vir como estudante universitário.

Todo o estudante brasileiro que venha com visto F1 – visto de estudante, e que esteja cursando uma universidade americana – no
curso de graduação ou pós-graduação, tem direito a pelo menos um ano de autorização de trabalho – através do Optional Practical Training – OPT.

O OPT é uma excelente oportunidade para entrar no mercado de trabalho e atuar na sua área de interesse. Com a autorização de trabalho é mais fácil conseguir o primeiro emprego e uma vez que a empresa gosta de você como profissional ela pode ter interesse em te contratar ao término do OPT e ser a patrocinadora do seu visto de trabalho, o H1-B. Muitos alunos acabam inclusive sendo empregados  pela própria faculdade onde você estudou. Isso é bem comum!

Utilizar-se do OPT é um meio super eficaz. Afinal, com essa autorização você pode trabalhar em qualquer cidade dos EUA como freelancer, part-time, voluntário, estágio, ou como funcionário mesmo, desde que seja na mesma área que você fez o seu curso na universidade americana.

Durante um ano de OPT você poderá ganhar experiência profissional e desenvolver uma boa relação com algum empregador, mostrando as suas qualidades e dando a ele tempo e interesse de considerar dar entrada no seu visto de trabalho – H1-B.

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4. LinkedIn, Currículo e Networking

O LinkedIn é principal rede social voltada para o meio profissional e de trabalho. É uma ferramenta popular e eficaz tanto entre profissionais que querem se conectar e trocar dicas quanto para recrutadores que estão em busca destes profissionais. Se você quer se inserir no mercado de trabalho americano, você precisa ter um perfil no LinkedIn!

Se ainda não tem, crie agora. É importante criar um perfil detalhado e todo em inglês, o quanto antes possível. Adicione esta tarefa no seu planejamento.

É importante você se conectar com muitas pessoas da sua área de trabalho atravéz do LinkedIn e manter o seu perfil atualizado. Assim você começará a criar a sua rede profissional – network. O networking é um dos meios mais eficazes para se conseguir um emprego nos EUA. Dizem que é 80% mais fácil conseguir um emprego  através de uma indicação ou contato do que pelo meio tradicional – enviando o seu currículo para uma vaga que encontrou online. Por isso, invista seu tempo para elaborar seu perfil e dedique-se para criar a sua rede profissional no LinkedIn.

Entre em contato com as pessoas, envie mensagens, entre nos grupos de discussões, dê recomendações, e aproveite ao máximo esta ferramenta online e gratuita. Nossa sugestão é que você comece a fazer isso o quanto antes, se você estiver no Brasil ou ainda fazendo seu curso, inicie seus contatos e não pare de criar sua rede, pois a mágica do networking é que quando você menos esperar, aquela pessoa que nem lembra que conhecia pode te oferecer um emprego no futuro!

Após estar com o seu LinkedIn em dia,  faça o mesmo com o seu currículo. Tenha uma versão em inglês e sempre atualizada. Não se esqueça de manter o seu
currículo nos padrões americanos, e não brasileiros. No padrão americano não se adiciona foto, idade, estado civil, ou qualquer outra informação pessoal.

Leia mais:

5. Boa dose de coragem, persistência e humildade

Nossa última dica pode parecer irrelevante mas na verdade é a principal. Sem isso, tudo o que você fizer pode não funcionar. É preciso coragem para enfrentar
o desconhecido, as barreiras e fazer o seu projeto acontecer. Você vai ter muitas dificuldades e desafios ao longo do caminho, entre eles: falta de dinheiro, dificuldade na aprendizagem da língua, não ser aceito pela universidade americana, demora para conseguir um emprego, dentre muitas outras.

Todos que residem no exterior passaram por algum desafio nos primeiros anos. Faz parte da jornada. O importante é ser persistente e ultrapassar cada adversidade. Não desista, pois a realização pode demorar, mas ela chega!

Algo muito importante a se considerar é um a humildade. Muitos já tem uma excelente experiência de trabalho no Brasil , mas não conseguem uma oportunidade porque não
tem nenhuma experiência de trabalho de trabalho americano. Isso acontece especialmente com quem não é da área de tecnologia onde é demanda por profissionais é bem maior que a oferta. Assim, frequentemente a alternativa é começar com um voluntariado, estágio ou posição inferior e só depois disso, avançar para uma vaga de maior nível. Mas não desanime, este processo tem diversos obstáculos e exige persistência!

Leia mais:

Este artigo foi escrito pelas recrutadoras no Vale do Silício Joana e Rebeca.

Joana Scharinger – é psicóloga e recrutadora, com mestrado no Brasil em Psicologia Clínica, e mestrado nos EUA em Recursos Humanos.
Rebeca Gelencser – é Career Coach e recrutadora, com mestrado na Suíça em Ação Humanitária e Pós- graduação nos EUA em Gerenciamento de Recursos Humanos.

Para quem tem interesse em trabalhar no Vale mas ainda tem uma série de dúvidas, elas vão trazer outras dicas aqui no Blog. Obrigada meninas!

Elas estão à disposição para quiser se se conectar no perfil delas no LinkedIn! Além disso, quem precisar de ajuda com a transição de carreira, oportunidades de trabalho, construção do currículo e treinamentos para entrevistas, elas estão lançando o próprio siteInternational Career Career Advisors.

Se tiver dúvidas, manda pra gente!

Fonte: Acontece no Vale.

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