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A educação de um libertário

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Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.
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Escrito por Piter Tiel. Em 1998 fundou – com seu parceiro Elon Musk, sim, o Tony Stark da vida real – uma pequena companhia de pagamentos online chamada Paypal, como se isso não fosse o suficiente, foi o primeiro investidor em 2004 de uma minúscula rede social conhecida como Facebook. Thiel também investiu antes de todo mundo em outras microempresas como o LinkedIn, Palantir, Quora, e mais uma outra leva de microempreendedores que ainda você não conhece. Sua fortuna é avaliada em 1,5 bilhão de dólares.

Eu continuo comprometido com as convicções da minha juventude: autêntica liberdade humana como a precondição para o melhor. Eu me mantenho contra taxas confiscatórias, coletivos totalitários, e a ideologia da inevitabilidade da morte de cada indivíduo. Por todas essas razões, Eu ainda me chamo “libertário”.

Mas eu devo confessar que depois das últimas duas décadas, Eu mudei radicalmente sobre a questão de como atingir esses objetivos. O mais importante, Eu não acredito mais que liberdade e democracia são compatíveis. Para traçar o desenvolvimento do meu pensamento, Eu espero enquadrar alguns dos desafios encarados por todos os liberais clássicos hoje em dia.

Como um graduando de Stanford estudando filosofia no final dos anos 80, Eu naturalmente fui atraído para o debate e desejo de atingir a liberdade através de meios políticos. Eu fundei um jornal estudantil para desafiar a predominante ortodoxia do campus; nós conseguimos algumas vitórias limitadas, a mais notável foi a desconstrução dos discursos da universidade. Mas em um sentido amplo nós não alcançamos tudo aquilo pelo qual esse esforço foi feito. Muito disso parecia como uma batalha de trincheiras no fronte oeste na Primeira Guerra Mundial; havia muita carnificina, mas nós não mudamos o centro do debate. Em retrospecto, nós estávamos pregando para o coro – até mesmo isso teve uma importante externalidade de convencer o coro a continuar cantando para o resto de suas vidas.

Como um jovem advogado e investidor na Manhattan dos anos 90, Eu comecei a entender porque tantas pessoas se tornam desiludidas depois da faculdade. O mundo aparenta ser um lugar grande demais. Ao invés de lutar contra a indiferença implacável do universo, muitos dos meus amigos se retiraram para cuidar de seus pequenos jardins. Quanto maior o QI, mais pessimista alguém se torna sobre livre mercado na política – capitalismo simplesmente não é popular para a multidão. Entre os conservadores mais inteligentes, o pessimismo frequentemente se manifesta com o excesso de bebidas; os libertários mais inteligentes, em contraste, escapam não só para o álcool, mas para além dele.

Avançando para 2009, as perspectivas para a política libertária continuam de fato cruéis. A última crise é um crise financeira causada por muito débito e alavancagem, facilitada por um governo que protege todos contra toda a sorte de riscos morais – e nós sabemos que as respostas para a crise envolveram mais débito e alavancagem, e mais governo. Aqueles que argumentaram pelo livre mercado estavam gritando em um furação. Os eventos dos meses recentes quebraram o restante da esperança que os libertários colocavam na política. Para aqueles como nós que somos libertários em 2009, nossa educação culminou com o conhecimento de que a ampla educação do corpo político se tornou uma missão de tolos.

Entretanto, sendo ainda mais pessimista, a coisa estava caminhando errada já fazia um longo tempo. Para voltar as finanças, a última depressão econômica nos Estados Unidos que não resultou em uma massiva intervenção do governo foi o colapso de 1920-1921. Ela foi forte, mas curta, e ela implicou numa espécie de “destruição criadora” schumpeteriana que pode levar para um crescimento real. A década que se seguiu, a dos anos 20 – foi tão forte que os historiadores se esqueceram da depressão na qual ela começou. Os anos 20 foram a última década na história americana na qual alguém poderia ser genuinamente otimista sobre política. Desde 1920, o vasto aumento dos beneficiários do governo e a extensão dos privilégios para as mulheres – duas coisas notoriamente ruins para os libertários – tornaram a noção de “democracia capitalista” em um oximoro.

Na face dessas realidades, alguém poderia se desesperar vendo o limitado horizonte no mundo da política. Eu não me desespero porque Eu não acredito mais que a política engloba todas as possibilidade futuras do nosso mundo. No nosso tempo, a grande tarefa para os libertários é encontrar uma escapatória para a política de todas as formas – da totalitária, fundamentalista e catastrófica chamada “democracia social”.

A questão crítica então se torna uma questão de meios, de como escapar não via política, mas além dela. Porque não há lugares verdadeiramente livres sobrando no mundo, Eu suspeito que o modo de escapar deve envolver alguma espécie de um processo não tentado anteriormente de nos levar a uma terra não descoberta; e por essa razão Eu tenho focado meus esforços em novas tecnologias que podem criar um novo espaço para a liberdade. Deixe me brevemente falar sobre três fronteiras tecnológicas:

(1) Ciberespaço.

Como um empreendedor e investidor, Eu tenho focado meus esforços na internet. Nos final dos anos 90, a visão fundadora do PayPal foi centrada na criação de uma nova moeda mundial, livre de todo controle e diluição por parte do governo – o fim da soberania monetária, como era antes. Nos anos 2000, empresas como Facebook criaram um novo espaço para novos modos de dissidência formando comunidades não pautadas por históricas fronteiras das estados-nações. Começando um novo negócio na internet, um empreendedor pode criar um novo mundo. A esperança da internet é que esses novos mundos consigam impactar e forçar mudanças na ordem política e social existente. A limitação da internet é que esses novos mundos são virtuais e que qualquer fuga possa ser mais imaginária do que real. A questão em aberto, da qual não será resolvida por muitos anos, está centrada na qual desses casos a internet se provará verdadeira.

(2) Espaço Exterior.

Porque a imensidão do espaço exterior representa uma fronteira sem limite, eles também representam uma possibilidade sem limites de escapar do mundo da política. Mas a fronteira final ainda tem uma barreira para a entrada: tecnologias de foguetes tem apresentado somente avanços modestos desde 1960, então o espaço exterior ainda permanece quase impossível pela frente. Nós devemos redobrar os esforços para comercializar o espaço, mas nós também devemos ser realistas sobre o horizonte de tempo que isso envolve. O futuro libertário dos clássicos de ficção científica a la Heinlein não vai acontecer antes da segunda metade do século 21.

(3) Seasteading.

Entre o ciberespaço e o espaço exterior está a possibilidade de se estabelecer no oceano. Para mim, a questão sobre se as pessoas vão viver lá (resposta: não o suficiente) é secundária as questões sobre se a tecnologia para o Seasteading é iminente. Para minha vantagem, a tecnologia envolvida é mais tentativa do que a internet, mas muito mais realista que viagens no espaço. Nos podemos ter atingido o estágio no qual isso é economicamente factível, ou em breve será factível. Isso é um risco realista, e por essa razão Eu avidamente apoio essa iniciativa.

A tecnologia futura não é pré-determinada, e nós devemos resistir a tentação da utopia tecnológica – a noção de que a tecnologia tem um impulso ou vontade própria, que vai garantir um futuro mais livre, e portanto que nós podemos ignorar a terrível política no nosso mundo.

Um metáfora melhor é que nós estamos em uma corrida mortal entre política e tecnologia. O futuro será muito melhor do que pior, mas a questão do futuro permanece de fato aberta. Nós não conhecemos exatamente quão perto essa corrida está, mas Eu suspeito que ela pode estar muito perto. Ao contrário do mundo da política, no mundo da tecnologia as escolhas dos indivíduos podem ainda ser supremas. O destino do nosso mundo pode depender do esforço de um indivíduo que construa ou propague O Mecanismo da Liberdade que fará do nosso mundo um lugar a salvo para o capitalismo.

Por essa razão, todos nós devemos desejar a Patri Friedman o melhor no seu extraordinário experimento.

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