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A história, esquecida, da Netflix e suas lições

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foto_ramos A história, esquecida, da Netflix e suas lições

Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.
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“Todos os seres humanos são empreendedores. Na época que vivianos nas cavernas, eramos todos autônomos… Encontrando nossa comida, alimentando-nos por conta própria. Foi ai que a história da humanidade começou. Com o incio da civilização, nos retraímos. Nós nos transformamos em “mão de obra” porque nos rotularam: “Vocês são mãos de obra”. Nós nos esquecemos de que somos empreendedores.” – Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e precursor das microfinanças.

Você nasceu empreendedor.

Isso não significa que você tenha nascido para abrir empresas. Na verdade, a maioria das pessoas não deveriam abrir empresas. As raras chances de sucesso somadas aos constantes baques emocionais tornam a iniciativa de abrir uma empresa um caminho acertado para poucos.

Todos os humanos são empreendedores não porque deveriam abrir empresas, mas porque a disposição para criar está no DNA humano, e a criação é a essência do empreendedorismo. Até mesmo religiosamente “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança”, e entre as mais variadas definições sobre Deus a principal é a de Criador. Somos mais felizes quando estamos criando. E muitos se esquecem disto, se tornando apenas “mão de obra”, quando na verdade somos todos empreendedores. Quando o mundo deixar de pensar este conceito antiquado de “mão de obra” e passar a serem empreendedores (criadores), teremos um mundo muito melhor.

O que isso tem a ver com a história da Netflix?

Na verdade quero iniciar uma série de artigos sobre a nova revolução industrial que já chegou, que não é mais a revolução digital (esta já é passado), é o que chama de revolução pós-digital, onde não saberemos mais o que é ser humano e máquina. Da automação e extinção de várias empresas e profissões, uma época disruptiva.

E que quero começar com uma história simples de uma evolução constante e curta que mudou a forma como milhões ou bilhões de pessoas no mundo todo mudaram seus hábitos e fecharam empresas e mudaram negócios. E a Netflix pode ser um excelente exemplo de começo.

Agora sim, a história da Netflix

Em 1997, Reed Hasting, um empresário de software que vivia nas colinas do Vale do Silicio, teve de enfrentar um problema. Ele havia alugado o filme Apolo 13 de uma locadora (lembram-se delas?); devolveu-o com dias de atraso e ganhou uma multa tão indecente que não teve coragem de contar à sua esposa o que havia acontecido. Seu instinto de empreendedor entrou em cena: e se você alugasse um filme e nunca tivesse que pagar multa por atraso? Então ele começou a pesquisar o setor e aprendeu que a nova tecnologia de DVDs era suficientemente leve e barata para ser enviada pelo correio. Ele percebeu que a transição do comércio eletrônico, juntamente com a revolução do DVD, poderia ser uma grande oportunidade. Então, naquele ano ele deu incio a um negócio que combinava e-commerce com o antiquado envio pelo correio: os consumidores selecionariam o filme por uma página na internet, receberiam um DVD pelo correio e, então, devolveriam pelo correio quando terminassem de assistir ao filme. A inicio a empresa se chamaria de DVD-by-Mail, mas ele já visualizava uma grande mudança no setor, era uma pessoa de software e resolveu criar um nome mais abrangente: Netflix.

A Netflix não obteve sucesso instantâneo. No inicio os consumidores pagavam um a um os DVDs que alugavam, como na Blockbuster (ela ainda existe?) e nesta época era a gigante das locadoras no mundo todo. A empresa não decolou. Então, Reed começou a oferecer planos de assinaturas mensais que permitiam locações ilimitadas. Ainda assim, os consumidores reclamavam do tempo de entrega pelos correios. Em 1999, ele marcou uma reunião na sede da Blockbuster, em que trataria da possibilidade de uma parceria em distribuição local e atendimento mais rápido. A Blockbuster não se convenceu.

Reed e sua equipe continuaram firmes. Eles aperfeiçoaram sua rede central de distribuição para que 80% de seus consumidores recebessem a entrega de filmes em 24 horas. Desenvolveram um recurso inovador de indicação que sugeria aos usuários filmes de que gostariam com base em seus históricos de filmes. Até 2005, a Netflix tinha um cadastro de 4 milhões de assinantes, havia rechaçado a concorrência que os imitava, como a iniciativa on-line do Wallmart de filmes pelo correio, e tornou-se líder entre as locadoras de filmes on-line. Em 2010, a Netflix lucrou mais de 160 milhões de dólares. A Blockbuster, então líder no mercado, no mesmo ano declarou falência. Não apenas a Blockbuster, mas diversas pequenas locadoras no mundo todo, devido às mudanças da internet e nos hábitos das pessoas, como torrents, redes P2P, Youtube e vários outros.

Em 2010 Netflix, percebendo esta grande mudança de mercado e de hábitos mudou novamente se adaptando ao streaming de vídeos e programas de TVs para o computadores, smartphones e tablets. Era algo que queriam fazer desde o inicio mas a internet ainda não permitia e, apesar de já existirem serviços de videos online, ainda não haviam caído ao gosto do público até o surgimento do Youtube. Hoje a Netflix é responsável por cerca de 40% do tráfego de mídia pela internet, por semana, e este número vem aumentando cada vez mais.

Ainda prevendo novos concorrentes de streaming de videos, querendo concorrer com as televisões, passaram a investir na produção de séries que são verdadeiros sucessos, para atrair mais pessoas e não permitir a concorrência.

“Na maior parte do tempo, você é atropelado pelas mudanças no mundo”, diz Reed. Quando um executivo de Hollywood uma vez perguntou a ele, durante uma entrevista ao vivo, se ele fazia planos estratégicos de cinco anos ou de três anos, Reed respondeu que não fazia nenhum dos dois: três anos é uma eternidade no Vale do Silício e eles não podem planejar tanto tempo à frente. A solução para a Netflix é manter-se ágil e perseverante, sempre em fase de testes.

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Um “beta permanente”.

Hoje a Netflix incomoda emissoras de TV e continua sempre em evolução e mudando a forma como as pessoas consumem conteúdos. Atualmente com Business Inteligence, Inteligência artificial e muito em breve com conteúdo também para a Realidade Virtual.

Só no Brasil neste primeiro trimestre de 2016 a Netflix teve um faturamento bruto de 1,1 bilhões do dólares, só aqui no Brasil.

Para fechar e voltar ao inicio do artigo

Sua empresa, seus softwares, produtos e serviços, estão em beta permanente? Você está sempre criando o novo? Está atento às mudanças de mercado e comportamentos? E caso não seja empreendedor de abrir negócios, como está cuidando de sua carreira? Ele está em beta permanente também? Tem evoluido seus conhecimentos, tecnologia, experimentos, projetos? Tem saído de sua zona de conforto?

Mantenha-se ocupado vivendo ou mantenha-se ocupado morrendo. Se você não esta crescendo, está se retraindo. Se você não está indo para a frente, está indo para trás. De qualquer maneira, faça esta reflexão: se tiver empresa, se for sua carreira. Seja beta, sempre.

Continuarei esta série. Espero que tenha gostado. Compartilhe com suas redes sociais, é muito importante para me manter motivado e escrever mais.

E para já ir adiantando o conteúdo dos próximos artigos, dois links interessantes:

– 100 marcas mais disruptivas do mundo.

Ah, e invista em meu livro: “Marketing para empresas e profissionais de Software“. 😉 Vai gostar.

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