Bitcoin foi o melhor investimento em 2015 e veja porque em 2016 será de novo.

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Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.
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O ano de 2015 foi complicado para quem teve que decidir onde aplicar seu dinheiro, as incertezas na economia e no cenário político brasileiro deixaram o mercado financeiro muito turbulento. Desde o começo do ano até o início desse mês, o índice Bovespa, que calcula o desempenho das ações das principais empresas de capital aberto do Brasil, sofreu uma queda de aproximadamente 7%.

As ações ordinárias da Vale, castigadas pelo desastre ambiental com sua controlada Samarco e pela queda de preço das commodities, caíram cerca de 42% e os papéis da Petrobras cerca de 2%, depois de muita instabilidade. Na linha dos investimentos que deram rendimento positivo, a poupança rendeu 7,34% no mesmo período e o título público mais rentável foi o Tesouro IGPM+ com juros semestrais e vencimento em 2017, que rendeu cerca de 15%. Houve ainda a disparada do dólar, que apresentou com alta de 44% entre janeiro e dezembro.


BITCOIN FOI O MELHOR INVESTIMENTO NO BRASIL EM 2015

Houve ainda a disparada do dólar, que apresentou alta de 44% entre janeiro e dezembro. Contudo, nem a alta do dólar foi superior a alta da moeda digital Bitcoin.

No primeiro dia de janeiro, bitcoin era negociado pelo valor médio de R$ 892,00. Em 11 de dezembro cada moeda foi transacionada pelo valor médio de R$ 1.717,00, uma alta de 92% em seu valor.

Diante desse cenário, o Bitcoin foi o investimento com melhor rentabilidade no Brasil no ano de 2015.

Em 2015 os investimentos por parte dos fundos de capital de risco em empresas que trabalham com a moeda superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez. Houve também a criação de novos produtos, como o Bitcoin Investment Trust, um fundo negociado nos EUA por corretoras com o preço atrelado ao Bitcoin.

Por fim, gigantes financeiros como Nasdaq, Visa e Microsoft começaram a fazer apostas na tecnologia por meio de investimentos e criação de novos produtos.

Em 2016 espera-se que a tecnologia ganhe mais confiança e comece a alcançar os consumidores finais. A taxa de criação de novas moedas cairá pela metade, o que deve elevar ainda mais o seu preço.

Embora todo o alarde tenha diminuído um pouco, 2015 foi um ano agitado para o bitcoin. Os investimentos de capital de risco superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez. As pessoas estão descobrindo que é mais fácil investir na moeda digital, graças ao surgimento de empresas como a Bitcoin Investment Trust. Grandes companhias financeiras – Nasdaq, American Express e Visa – investiram em startups de bitcoin, “um divisor de águas em termos de atitude em relação à tecnologia”, disse Gil Luria, analista da Wedbush Securities.

Então, quais são as previsões para 2016? Provavelmente veremos a primeira empresa bitcoin avaliada em mais de US$ 1 bilhão, uma desaceleração autoimposta na produção de novos bitcoins (que vai tirar alguns mineradores do negócio) e mais instituições financeiras abraçando a moeda e sua tecnologia. As principais incógnitas são o preço, a adoção pelo consumidor e – como sempre – a verdadeira identidade do criador do bitcoin, Satoshi Nakamoto.

“Esse deve ser um ano revelador para o bitcoin”, escreveu Tim Draper, um investidor de risco que comprou bitcoins e investiu em startups relacionadas. “Espero que apareçam alguns aplicativos para os consumidores. Espero que o governo dos EUA finalmente reconheça o bitcoin como moeda. Espero ouvir falar do primeiro unicórnio de bitcoin (talvez a Coinbase)”. Unicórnio é a empresa cujo valor ultrapassa US$ 1 bilhão.


AQUI ESTÃO ALGUNS DOS ACONTECIMENTOS PREVISTOS PARA O BITCOIN EM 2016:

CORTE PELA METADE

Novos bitcoins são gerados o tempo todo, quando os operadores de computadores de processamento de números, chamados mineradores, resolvem equações complexas e registram todas as transações. O número de bitcoins que podem ser gerados, no entanto, é limitado pelo design no software por trás da moeda digital. Uma vez a cada quatro anos, o número de bitcoins que os mineradores podem colher a cada 10 minutos é cortado pela metade. No terceiro trimestre de 2016 se completará quatro anos desde a última redução, e o limite deve cair para 12,5 bitcoins a cada 10 minutos. Essa é uma má notícia para alguns mineradores, especialmente para os que têm máquinas mais antigas. “Eles estão tentando extrair o máximo possível”, disse Bobby Lee, CEO do grupo chinês de mineração e câmbio de bitcoin BTCC. Com menos bitcoins novos por aí, o preço da moeda virtual poderia subir de valor, disse ele.


TAMANHO DO BLOCO

Os dados na rede bitcoin são armazenados em pedaços chamados blocos. O problema é que alguns temem que, à medida que mais pessoas usarem e comprarem bitcoins, a rede tenha gargalos e fique muito mais lenta. Alguns propõem mudar o tamanho dos blocos para resolver o problema. “Uma das coisas mais importantes que eu gostaria que acontecesse é o consenso de todas as partes envolvidas no bitcoin sobre como devemos avançar”, disse Charlie Lee, irmão de Bobby, que também é diretor de engenharia da Coinbase e criador do Litecoin, rival do bitcoin.


INDÚSTRIA FINANCEIRA

Barry Silbert, cuja empresa administra a Bitcoin Investment Trust, recentemente previu que Wall Street vai começar a negociar bitcoin, de acordo com um participante em um evento privado para investidores. Os bancos tradicionais, que nunca se aproximaram das startups de bitcoin, vão começar a trabalhar com essas empresas, ele disse.

As empresas financeiras também vão continuar a olhar para o blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin, para usá-la em transações seguras. Apesar de que podem não usar diretamente o bitcoin, um blockchain poderia ajudar a verificar qualquer transação financeira, da venda de ações ao pagamento de cupons de um bond. R3, uma startup, reuniu 30 bancos, incluindo Citigroup e Bank of America, para desenvolver padrões e uma tecnologia que as instituições financeiras poderiam usar. Ela espera revelar os resultados iniciais no ano que vem, disse Charley Cooper, porta-voz da R3.

Ao mesmo tempo, mais investidores institucionais poderiam começar a negociar com bitcoins. “Como um ecossistema, nós só agora começamos a tangenciar o envolvimento institucional”, disse Tyler Winklevoss, um investidor na empresa de troca de bitcoins, Gemini.


EXPLOSÃO DE STARTUPS

Com centenas de empresas de bitcoin competindo pelo negócio, não haverá dinheiro suficiente para continuar. Mais startups de bitcoin poderiam se fusionar ou sair do negócio, prevê Silbert.

Uma das causas disso será, provavelmente, a adoção mais lenta do que o esperado do bitcoin pelos consumidores. Oscilações bruscas no valor do dinheiro digital em comparação com o dólar e outras moedas continuarão a afastar os usuários e farão com que seja pouco prático para compras diárias.

Fonte: Foda-se o Estado.

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