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CEO do Duolingo conta o segredo para aprender idiomas mais rápido

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Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.
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Estudar freneticamente uma língua não é o caminho para assimilá-la. Entenda o que realmente está por trás de um aprendizado eficiente

O segredo para aprender uma língua mais rápido é…ir mais devagar. Pelo menos é o que garante Luis Von Ahn, fundador e CEO do aplicativo de ensino de idiomas Duolingo.

Ele e sua equipe perceberam que os usuários do app que praticavam a língua por 15 minutos todas as noites, antes de dormir, tinham muito mais sucesso do que aqueles que estudavam por muitas horas seguidas, esporadicamente.

“São essas as pessoas que vão continuar estudando por um longo tempo”, diz Von Ahn ao site Business Insider. “Quando vemos que elas estão fazendo isso já há uma semana, temos certeza de que vão continuar”.

Por outro lado, conta o CEO do Duolingo, aqueles que costumam fazer sessões mais longas e intensas são os primeiros a abandonar o aplicativo.

A observação pode ser generalizada para muitos outros métodos, ferramentas e modelos de aprendizado: o caminho para dominar um idioma não é a intensidade, mas sim a constância dos estudos.

Não dá para dominar uma língua em dias ou semanas — assim como não dá para completar uma maratona em 10 minutos. Se você tentar estudar de forma muito acelerada, vai acabar se cansando e desistindo.

“Transformar isso em parte da sua rotina, de forma espaçada, é muito melhor do que estudar feito um louco”, afirma Von Ahn. “Se você se apressar, vai esquecer tudo”.

O fundador do Duolingo diz que aplica esses princípios na sua vida como estudante de português. Segundo ele, sua prática diária da língua dos brasileiros está dando resultado: embora ainda tenha muita dificuldade com a pronúncia, ele já consegue ver filmes no idioma sem legendas.  

“Ir devagar e sempre” é um conselho fundamental para adquirir fluência em um idioma, mas naturalmente não é o único. Em entrevista a EXAME.com, a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, afirma que a velocidade de aprendizado depende também das características de cada indivíduo.

Uma delas é sua postura mental frente a um desafio. O estudante pode, por exemplo, deixar que seu aprendizado seja prejudicado por fatores como vergonha, orgulho e medo de errar. Outra postura, mais saudável, é ser humilde e não impor a si próprio a obrigação de dominar tudo de cara. Em poucas palavras, isso significa enxergar o aprendizado como um desafio, e não como um teste.

Outro fator que facilita e acelera a fluência é inserir o seu estudo em um contexto. Imagine, por exemplo que você deva dizer em francês a frase “Preciso de um telefone com urgência” em duas situações diferentes: na sala de aula, durante um exercício oral, ou numa rua escura em Paris, após ter perdido o seu celular e todo o seu dinheiro. Em qual momento você exigirá mais do seu cérebro?

Quanto maior for a necessidade de compreender uma língua ou se expressar nela, mais veloz será o aprendizado. Por isso tanta gente dá saltos na sua fluência quando faz intercâmbio no exterior. A vida real é muito mais exigente do que as simulações, explica Tieppo, daí o motivo de facilitar a assimilação de qualquer conhecimento.

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