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Com investimento de mais de US$ 1 bi, Disney adota IoT em seus parques

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Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.
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Pulseiras que monitoram visitantes para oferecer serviços são bom exemplo de tecnologia criada a serviço do negócio

Há cerca de um um ano os parques da Disney implantaram o projeto das Magic Bands, ao custo de mais de US$ 1 bilhão. Trata-se de pulseiras (uma aplicação de IoT, a Internet das Coisas, ou, no inglês, Internet of Things) com transmissores de rádio de longo alcance e um chip que interagem com sensores e sistemas diversos como parte do pacote opcional de recursos MyMagic+.

As pulseiras, que são à prova d’água, substituem o cartão de crédito e permitem o acessos aos parques e áreas VIP.

Elas carregam um aplicativo móvel e um web site dedicado. Por meio do app, é possível fazer reservas de atrações, ver o mapa e marcar o que já foi visitado. Pode-se pedir comida com antecedência e ser servido nos restaurantes assim que se entra neles, sem falar com ninguém.

As Magic Bands registram o tempo passado nas filas, concedendo um desconto ou uma passagem para a fila expressa caso haja muita demora; as reservas de fastpass e passes VIP comprados – recursos que ajudam a contornar as filas.

O parque pode monitorar os visitantes e separar momentos, filmados ou fotografados, criando o que eles chama de Story Engine (Motor de História, em tradução livre), relatando como foi a estadia sem que as pessoas percebam que estão sendo filmadas ou acompanhadas.

Isso é suportado por mais de 100 sistemas diferentes, que interagem com milhares de sensores, além das pulseiras. Esse cenário fechado em um parque retrata o futuro de IoT que podemos esperar mundo afora: sensores por todos os lados reagindo à nossa presença, antecipando necessidades e desejos, trazendo serviços customizados especialmente para cada um de nós.

Assustador? Para algumas pessoas sim. Esse mundo ainda esbarra na questão do compartilhamento, armazenamento e segurança da informação. No caso da Disney, o usuário decide como vai ser a interação via pulseira, que nível de informação quer compartilhar, e como deseja que seja rastreado durante sua estada. Sabendo que a fronteira do compartilhamento é o próprio parque e que o fornecedor é único e confiável, fica mais fácil de concordar em participar.

O mesmo cenário não deve se repetir fora do parque, em que fornecedores diversos brigam para criar padrões e estabelecer fronteiras. Já existem dispositivos como os smart watches que embarcam os mesmos mecanismos, e talvez sejam a mola propulsora para criação de uma rede de produtos e serviços parecida com o que foi criado nos parques da Disney, só que fora deles.

Por enquanto, as soluções de IoT estão restritas a cenário pequenos, como nossas casas ou o cinema que frequentamos. Mas, quem quiser experimentar o futuro, quando dinheiro e nossa própria identificação serão migrados para dispositivos móveis, já pode ir à Orlando.

 

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