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Cultura Vale do Silicio: Uma reflexão sobre o fracasso, o desistir e o sucesso.

af9d03b8c3b011fb0198d30931cc18ac?s=80&r=g Cultura Vale do Silicio: Uma reflexão sobre o fracasso, o desistir e o sucesso.

Ramos Janones

Apaixonado por empreendedorismo e tecnologia / Autor de livros sobre suas paixões / Desenvolvedor de Software e Web
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O fracasso é ingrediente fundamental para o sucesso, sendo parte do aprendizado especialmente quando se quer desenvolver alguma habilidade, fazer coisas pela primeira vez ou assumindo novos riscos.

No Brasil o fracasso é visto como uma vergonha ou há algo que as pessoas tenham medo que as aconteçam. O diferente ocorre na cultura do Vale do Silício onde o fracasso é reconhecido como parte natural de um processo de inovação, um ativo essencial para o empreendedorismo.

Uma lição interessante que os alunos de inovação e empreendedorismo de Harvard fazem é o da construção de um curriculum totalmente oposto ao curriculum profissional: o curriculum de fracassos, sejam pessoais, profissionais e acadêmicos. Este exercício faz com que eles refletirem sobre o que podem tirar de proveito de seus fracassos e como evitá-los no futuro.

Diz a máxima que é melhor aprender com os erros dos outros que com os próprios erros. De tão repetida esta frase pode cair em armadilhas. Você só aprende fazendo, de nada adianta teorias se na prática a coisa é totalmente diferente. É preciso criar, experimentar e, porque não, fracassar. Quanto mais fracassos, mais perto do sucesso estará num futuro próximo.

Diversas empresas investem diariamente em fracassos: estima-se que no Brasil publicam-se em torno de 1.200 novos livros por ano. Quantos destes livros viram sucesso? Investidores de risco investem em diversas empresas que fracassam, mas nos chegam apenas noticias de empresas que fazem sucesso e dos investimentos de sucesso, nem por isso deixam de investir em diversas empresas. Produtoras de cinema, música, brinquedos, alta tecnologia e diversos outros setores arriscam em lançamentos que podem resultar em fracasso, mas continuam investindo intensamente até chegar a um produto de sucesso.

Isso significa que devemos insistir nos fracassos aprendendo com eles e aprimorando?  Claro que não. Muitas vezes é necessário abandonar um projeto. É mais fácil desistir no inicio de um projeto antes de colocar ali tempo e energia. Isso acontece em todos os aspectos de nossa vida, incluindo empregos, estudos, investimentos e relacionamentos. Mas há uma síndrome do “já investi muito para desistir” ou “já gastei muito tempo para desistir, falta só um pouco para terminar”.

Mas desistir, na verdade, nos devolve o poder. É você quem controla a situação e pode ir embora quando quiser. Não precisa ser prisioneiro de você mesmo. Mas lembre-se: desistir não é fácil. É uma condição da pessoa humana. Você precisa saber parar de insistir em uma ideia que não está funcionando, e seguir em frente para algo totalmente novo.

Assista este discurso de Steven Jobs e extraia deste discurso comovente os seus fracassos, as vezes que desistiu de algo ou projetos, e o poder do fracassar e do “desistir”. Mesmo que já tenha assistido esta palestra, assista novamente observando os fracassos e as decisões de desistir:

Essencialmente a vida das pessoas é feita de sucessos e fracassos, o que realmente importa é como as pessoas se recuperam. Claro que falhar não é divertido, é muito melhor contar ao mundo nossos sucessos. Mas fracassos podem ser oportunidades disfarçadas. São momentos que nos forçam a reavaliar nossos objetivos e prioridades, e muitas vezes nos impulsionam para a frente com muito mais força que um sucesso.

Mas há uma linha tênue entre fracasso e desistir. Vamos a produtos: A 3M criou uma cola muito leve para papel que não tinha havido êxito no mercado. Já iam desistir do produto, quando um funcionário começou a utilizar esta cola para colar recados (o que conhecemos hoje por Post-it) e foi um sucesso na comunidade deste funcionário, hoje o Post-it é um grande sucesso, mas quase fracassou e desistiriam, se não fosse por um funcionário aplicar a cola pra uma nova utilidade.

O medo do fracasso nos faz desistir de assumir riscos. Assumir riscos trazem grandes recompensas.

Você pode estar se perguntando desde o inicio deste artigo o que isso tem a ver com tecnologia? Tudo!

Primeiro que é praticamente uma filosofia no Vale do Silício. O setor tecnológico é altamente arriscado e as chances de fracassos são enormes.

Podemos minimizar os fracassos, fazer experimentos e arriscarmos ao fracasso ou ao sucesso, ou simplesmente desistir com ferramentas de analises. Exemplo: para sites, aplicativos web ou smartphones podemos utilizar o Google Analytics para descobrir o comportamento de nossos usuários, o que mais utilizam, o que menos utilizam, o que nunca utilizam, o que certa mudança altera neste comportamento e assim por diante. As utilidades mais usadas podem ser aprimoradas e terem maior atenção que aquelas menos usadas; As menos usadas podemos realizar pesquisas com os usuários que usam e os que não usam para tentar entender e transformar em algo que usem ou simplesmente podemos excluir tal funcionalidade desistindo dela. O mesmo podemos fazer com softwares desktop com o DeskMetrics. São ferramentas que permitem avaliar o uso de nossos softwares por nossos clientes e tomar decisões que podem afetar o sucesso e o fracasso; o desistir ou o continuar.

Mas este artigo realmente tem um teor mais amplo. O importante é que errar é parte do processo de aprendizado. Se você não estiver errando de vez enquanto, provavelmente você não está correndo risco suficiente. E é hora de sair dessa sua zona de conforto. Suas recompensas serão maiores.

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