App de Sucesso – Parte 7 – Monetização e plano de negócios

App de Sucesso – Parte 7 – Monetização e plano de negócios

7 de janeiro de 2019 1 Por Ramos de Souza Janones
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Neste artigo vamos tratar sobre os vários tipos de monetizar (ganhar dinheiro) com seus aplicativos. Uma parte fundamental para qualquer plano de negócios ou canva. 

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Todo negócio precisa ter lucros. Senão, qual o objetivo de criar algo?

Há clientes para todos os tipos de aplicativos. Assim como também existem os mais diversos tipos de aplicativos gratuitos no mercado. Há aqueles clientes que não querem gastar, há aqueles que ainda não confiam em compras de aplicativos mobile, há quem não possui cartões de crédito internacionais.

Há vários modelos de negócios para aplicativos, que vamos explorar a partir de agora.

Tem que lembrar que a grande maioria dos mercados de aplicativos fica com 30% de comissão dos aplicativos comercializados.

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Se for gratuito você pode ganhar com publicidade. Se for pago terá que levar em consideração a comissão das lojas e convencer seus clientes com a descrição de seu software e esforço de marketing e vendas.

Pode ser que seu aplicativo seja comprado uma única vez e não ter atualizações para que os usuários voltem a pagar, assim como pode estar relacionado a um serviço de cobrança mensal ou anual.

Pode ser que seu aplicativo seja uma extensão de seu software desktop ou web. 

As possibilidades são várias, vamos à alguns exemplos de formas de monetização e precificação de aplicativos:

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Pagando por aplicativos

Esta parte tem muito a ver com o planejamento financeiro de seu plano de negócios em relação a custos de investimentos no desenvolvimento e divulgação de sua App.

Você tem a opção de vender o aplicativo por algum valor a ser definido. É preciso ter em mente, na formação do preço de seu aplicativo, a comissão das lojas, que geralmente são de 30% do valor.

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Portanto a primeira dica a respeito da formação de preço.

Algo muito comum, mais comum que imaginamos, é o empreendedor colocar um preço e acrescentar 30% no valor que ele tem que dar de comissão. Veja o erro do empreendedor: Quer ganhar R$ 10,00 a cada aplicativo vendido e acrescenta 30% indo à R$ 13,00 o aplicativo. Quando vai receber dos marketplaces recebe R$ 9,10, portanto, menor do que planejava ganhar.

A forma correta de colocar os 30% e ainda receber o valor desejado é a seguinte:

X é quanto deseja ganhar, ou seja, R$ 10,00.

Y é o preço de venda.

Então: Y * (1 – 0,3) = 10 que dará: 14,2857

Então multiplica 1,42857 pelos R$ 10,00 que terá o valor de venda, que será R$ 14,2857, podemos arredondar para R$ 14,29. Descontado os 30% dará R$ R$ 10,003.

Para vender o aplicativo terá que ter uma excelente descrição de seu aplicativo e contar com excelentes comentários de seus usuários, o que é muito difícil sem uma boa ação de marketing.

DICA: Faça testes A/B baseado em preços, alternando pelo preço elaborado a outras faixas de preços maiores ou menores para descobrir a adesão das pessoas por preço. 

Ai é só acompanhar suas vendas nos Marketplaces. E muito provavelmente não precisará se preocupar com atualizações depois que os usuários comprarem e você perder o interesse por eles por não haver mais como fazer dinheiro com seus usuários, isso é muito comum com apps vendidos sem mensalidade.  Mas não atualizar pode gerar comentários ruins e obrigar você a atualizar sua aplicação para continuar as vendas do mesmo, podendo inclusive cobrar ou não por esta atualização. É tudo uma questão de escolhas e estratégias a serem definidas por você.

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Em geral, você terá que fazer algum tipo de publicidade para seu software e isso há custos. E, a menos que você tenha um aplicativo bom o suficiente para ter um valor que compense ter um preço elevado, talvez outras formas de monetização além do pagamento pelo aplicativo seja necessário.

Assim como poderá diversificar versões dos seus aplicativos e adotar diferentes formas de monetização e descobrir qual vale mais a pena.

Vamos falar sobre os mais comuns e que você pode adotar em sua estratégia de mercado:

 

Aplicativos grátis

Não existe almoço grátis assim como ninguém quer entregar nada grátis. Os usuários adoram aplicativos gratuitos. É fato. Mas os usuários não podem executar nossos aplicativos sem ter alguém pagando por isso. É exatamente ai que entram empresas que dão comissão aos aplicativos que apresentem publicidade, por clique ou por impressões, ou seja, quantas vezes são apresentadas aos usuários.

Uma pesquisa da Juniper Research demonstrou que, em 2018, as estimativas indicam que os anúncios in-app (dentro de aplicativos) serão da mesma proporção, ou até superiores, aos anúncios em navegadores mobile.

Há também a possibilidade de seu aplicativo utilizar APIs de empresas que ofereçam algum tipo de remuneração, como afiliados. Teremos um capítulo à parte sobre o tema.

Apesar de serem opções não dão muito dinheiro, a menos que tenha uma base muito grande de clientes, ai sim pode se tornar muito rentáveis.

Ao mesmo tempo pode ser uma porta aberta para os seus usuários adquirirem versões pagas de seus aplicativos, criando uma versão gratuita e outra paga com mais recursos, também conhecido como Freemium App.

Assim como há casos de aplicativos grátis fazerem tanto sucesso e passarem a serem pagos num futuro, excluindo a versão gratuita. Tudo dependerá do sucesso de suas aplicações, testes e respostas do mercado alvo.

Ou pode simplesmente fazer parte de seu portfólio de trabalho.

Freemium Apps – Ganhe o básico, pague para ter mais.

Como dito anterior, um aplicativo grátis, somente com propaganda – ou sem mesmo, mas é sempre melhor ter uma entrada de dinheiro a nenhuma – onde os usuários podem adquirir versões pagas do aplicativo grátis, com extensões que possam querer utilizar e portando adquirir.

Claro você terá que ter nas lojas de aplicativos as duas versões: a grátis e a paga.

A grande vantagem de se ter uma versão grátis é exatamente fazer com que as pessoas experimentem e conheçam seu aplicativo, se familiarizem e, posteriormente, comprem a versão paga com mais funcionalidades.

Estatisticamente apenas 10% dos usuários gratuitos se tornam usuários pagantes e estes 10% sustentam os nãos pagantes. Por isso, em seu plano de negócios, se adotar a estratégia de Freemium, tenha em mente que o máximo de usuários pagantes será de 10% dos gratuitos, pode acontecer de ultrapassar este valor, mas a margem segura e já comprovada é esta. 

 

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Serviços/Produtos

Você pode criar um aplicativo que forneça algum tipo de serviço onde os usuários queiram pagar uma mensalidade pelo uso do serviço. Pode ser que o desenvolvedor crie algum tipo de serviço a ser oferecido aos seus usuários ou empresas terceiras ofereçam estes serviços aos seus usuários. Pode receber assinatura de um curso, de conteúdos relevantes ao usuário. Algo que desperte no usuário o interesse no aplicativo e em pagar uma assinatura pelo serviço oferecido pelo aplicativo.

Um exemplo são os aplicativos de táxis, mas observe que, neste caso, não são os usuários dos aplicativos que pagam para usar, mas os próprios taxistas que pagam uma mensalidade pelos serviços dos aplicativos, dispensando as agências de táxis.

Outro bom exemplo são os aplicativos interligados com aplicativos web ou desktop – extensões de outros softwares, que quem paga para usar são os próprios clientes destes aplicativos.

Um modelo de negócios interessante de se conhecer é o Umove (https://www.umov.me/). Trata-se de um modelo de negócios onde empresas de software podem facilmente desenvolver aplicativos móveis onde se comunicam com os aplicativos Desktop da empresa podendo desenvolver extensões de seus softwares com uma curva de aprendizado bastante curta e cobrar mensalidades dos clientes. Vale a pena pelo menos conhecer como funciona este serviço que, inclusive, é uma empresa nacional.

 

Complementos para aplicativos

É muito usado em jogos. Onde as pessoas podem comprar itens para seus jogos, ou personagens, assim como adquirir novas fases. Mas também para softwares de cálculos, por exemplo, onde podem ir adquirindo calculadoras para outros tipos de cálculos. É bem parecido com o Freemium Apps, e a margem de compradores destes itens é idêntica: 10% da base de usuários gratuitos.

 

Licenciamento para empresas e agências de publicidade

Sua aplicação pode ser licenciada para uma determinada empresa, a qual pagará para personalizar sua aplicação com a identidade visual dela, por um período de tempo ou quantidade de downloads.

Geralmente este tipo de negociação é feito para agencias de publicidade.

Neste caso vale lembrar: quando optar por este tipo de comercialização é importante oferecer uma comissão às agências que variam de 15 a 20% do valor de contrato. Caso contrário poderá não haver interesse por parte das agencias, uma vez que muitas delas dependem das comissões que recebem dos meios de comunicação que repassam estas comissões às mesmas.

 

Ainda sobre formas de monetização

Nos slides a seguir estas mesmas formas de monetização, com alguns cases:

Mas você deve estar em contante versão beta, como menciono no artigo “A história, esquecida, da Netflix e suas lições“, realizando sempre testes com o Google Analytics em seu site, aplicativo e campanhas publicitárias para testar o mercado, seus usuários e ir adaptando a estratégia de monetização com o objetivo de obter o maior resultado. 

 

Sabe-se que 90% dos aplicativos baixados são gratuitos e, portanto, provavelmente muitos usarão publicidade em seus aplicativos de inicio, por isso é importante se perguntar o tempo todo: “O usuário está passando por onde? Onde ele mais clica? Ele está ficando mais tempo na tela em que você quer? Essas são algumas questões que precisam ser respondidas e influenciam no tipo de anúncio”.

A partir desses dados, o empreendedor poderá avaliar em quais partes do seu aplicativo quer que a oferta apareça, seja ela de compra interna ou de produto externo. Além disso, esses dados também ajudam a escolher o melhor tipo de conteúdo para a oferta — se será um banner, um vídeo ou um anúncio em tela cheia.

Faça testes e parcerias
Mesmo que um aplicativo já tenha um modelo de negócio funcionando bem, é preciso manter a busca por uma forma cada vez melhor de impactar sua base de usuários. Isso pode ser feito a partir de testes alternando o tipo de anúncio, o formato escolhido, o perfil de usuário, entre outras opções.

Além disso, uma boa forma de conseguir novos usuários para um app é com parcerias entre desenvolvedores. Nesse caso, dois empreendedores podem combinar de exibir anúncios de seus produtos um no app do outro, o que poderia resultar em uma troca de usuários benéfica para ambos. (Como aumentar a base de usuários vamos tratar em outros artigos).

 

Vamos falar de Plano de Negócios de seu aplicativo?

Ok, falamos sobre precificação. Chegamos em séries anteriores a falar inclusive de Canva. Mas Uma estratégia de monetização e captação de usuários de um aplicativo vai muito além. É preciso, muitas vezes, um plano de negócios que o ajuda a se aprofundar ainda mais na área a qual irá atuar. 

Então vamos a alguns conceitos sobre plano de negócios:

O que é um plano de negócios?

Trata-se de um documento onde contém a caracterização do negócio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia do mercado e as projeções de despesas, receitas e resultados financeiros.

Trata-se de um plano ou planejamento de curto, médio e longos prazos para os rumos da empresa e dos negócios. Além de analisar se o negócio é lucrativo ou não. Os administradores modernos usam cada vez menos a intuição e mais análises reais de mercado para diminuírem os riscos de investimentos, para conseguirem sócios investidores e até mesmo para segurar talentos em suas empresas.

Pense em seus amigos que possuem um plano de vida e nos amigos que não possuem este plano de vida definido. Quais deles têm mais sucesso? A resposta correta é aqueles que possuem seus planos de vida definidos e bem planejados. E o planejamento em negócios é o mais importante.

E planejamento consiste na concepção e análise de cenários futuros para um empreendimento, seguido do estabelecimento de caminhos e objetivos, culminando com a definição das ações que possibilitem alcançar tais objetivos e metas para o empreendimento.

Ao elaborar um plano de negócios, basicamente você deve responder a estas perguntas chaves:

Mas há uma característica que se difere deste plano de negócios tradicional, com um plano de negócios para aplicativos móbile. Além de responder a todas estas perguntas de um plano de negócios tradicional, o plano de negócios de um aplicativo deve também:

  1. Identificar um problema a ser resolvido.
  2. Analisar os competidores.
  3. Determinar a sua participação no mercado.
  4. Fazer um plano técnico de desenvolvimento, execução e riscos que podem ocorrer, e como eliminar ou diminuir as chances de riscos.
  5. Pensar sobre como ganhar dinheiro com sua aplicação ou preço.
  6. Estimar prazos.
  7. Testar se há demanda para sua aplicação.

Não vou e nem quero tratar da elaboração de um plano de negócios tradicional, mas dar ferramentas de como criar um plano de negócios tendo como foco aplicativos móveis, que poderão ser utilizados e implementados num plano de negócios convencional.

Não apenas ajudar você a criar um plano de negócios, mas também como ter uma idéia de aplicação a ser desenvolvido, criar seu “boneco”, ou mockup e testar o mercado sem ter sua aplicação pronta.

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Nunca inicie o desenvolvimento de sua aplicação sem a criação de um planejamento para o mesmo e a criação deste boneco. Isso diminui as chances de erros futuros e mudanças de planos. Além de estimular idéias para a criação de inovações em sua idéia inicial.

Identificando um problema a ser resolvido

Esta é a primeira regra sobre o desenvolvimento de aplicativos: um bom aplicativo resolve um problema. As perguntas que você deve responder a você mesmo e às partes interessadas são:

  1. O que minha aplicação pode fazer para o mundo?
  2. Qual um problema que posso resolver?

Respondendo a estas duas questões fica fácil ter idéia de um aplicativo.

Vamos a alguns exemplos:

Há uma empresa, na minha região, o qual tem um software para casas noturnas em desktop. Um dos grandes problemas de qualquer casa noturna está na hora das pessoas pagarem para saírem e suas enormes filas e dificuldades das pessoas realizarem seus pedidos. Uma verdadeira chatice para os funcionários e para os clientes das casas noturnas.

E como resolver este problema com o uso de tecnologias, ou pelo menos reduzir estas filas?

Resolveram então desenvolver um aplicativo mobile onde as pessoas podiam realizar o pagamento de suas contas pelo próprio smartphone não precisando pegar as enormes filas.

Entenda: Este era o problema principal a ser resolvido.

Mas foram adicionados recursos extras como: fazer pedidos nas cozinhas sem a necessidade do garçom, chamar um garçom para sua mesa, e de quebra acompanhar a programação da casa noturna, ganhar descontos e diversas outras funcionalidades extras. Com isso, além de resolverem o problema dos clientes de seus clientes, criaram um diferencial para toda a casa noturna e de quebra obtiveram um diferencial extra em relação a seus concorrentes de softwares de casas noturnas.

Observe que muitas vezes o melhor caminho para quem já possui um software desenvolvido em ambiente desktop ou web é a criação de extensões de seus softwares para o mobile, podendo ser: sistema de força de vendas, pesquisas de opinião, logística, controle de estoques remotos, ordem de serviços fora da empresa entre outras possibilidades que agreguem valor aos próprios clientes,  ao software já existente, e possam gerar novas rendas à empresa desenvolvedora.

Um jogo, como o Angry Birds – que é o mais famoso. Qual o seu principal objetivo? Dá pra supor? Pense ai!

Claro que o principal objetivo é acabar com o tédio das pessoas quando estão em transportes públicos, filas de espera, aguardando outras pessoas ou simplesmente sem nada pra fazer e entreter estas pessoas. O que vêm em seguida a isso são objetivos secundários.

Um aplicativo de localização e chamada de taxis dá pra imaginar o seu principal objetivo? Pense ai, se possível dê uma pausa a este vídeo antes de responder…

O principal objetivo é agilizar para o usuário de taxi a localização e contratação de um taxista, facilitando a vida das pessoas que se utilizam de taxis e dos próprios taxistas. Os demais objetivos são secundários.

Além de ter um objetivo principal a serem resolvidas, outras duas questões devem ser respondidas:

Sua solução é uma vitamina ou algo devastador?

Vitaminas são aplicativos “legais de ter”, são aqueles que se você se lembrar que os tem acaba usando, mas não com freqüência, apenas eventualmente.

Aplicativos devastadores são aqueles que você precisa ter desesperadamenteem seu smartphone ou tablet. O qual você usa com freqüência ou que vão usá-los com freqüência em determinadas situações do dia-a-dia.

Se você tem um aparelho smartphone dê uma olhada nos aplicativos os quais tenha: quais os mais usados, os pouco usados, quais olhou apenas uma vez e nunca mais usou, quais você nem nunca teve curiosidade para conhecer.

Se seu objetivo é mercado de games, pense: seu jogo é pra ser jogado por horas, ou por um curto espaço de tempo apenas para matar o tempo da pessoa para uma eventual espera e entreter?

Analise seus competidores

Analisar seus competidores – ou concorrência – é fundamental. Você teve sua idéia (ou mesmo pode nem ter tido a sua “grande idéia, única e original”, mas ter idéia de uma aplicação que já exista, e é necessário se diferenciar dos demais pra ganhar mercado).

Existe algo igual ou parecido no mercado? Se a resposta for sim, o que você pode fazer para se diferenciar do seu concorrente? Aqui estamos falando de usabilidade, não estamos mencionando preço ou forma de monetização, ok? Isso será após a analise de funcionalidades dos concorrentes e o que o seu pode oferecer que os demais não oferecem.

E uma informação superimportante e que deve ser lembrada sempre: Preço, não é fator de diferenciação nem de estratégia. É mais fácil copiar o preço de um concorrente, que copiar sua estratégia e alcançar seus recursos. Então, por enquanto esqueça a questão de preço e foque na aplicação e diferenciação em relação aos demais.

Vamos supor que deseje criar um jogo de corrida: O que acha que no seu pode ser melhor? Os gráficos, as pistas, a forma de pontuação, o que mais?

Ou um aplicativo de taxi, o que o seu pode ter de diferencial que o outro não tenha?

Não seja apenas um “eu também”, invista em novidades. Para fazer sucesso você tem de fazer o que a concorrência está fazendo, porém, significamente melhor. Caso contrário, seu aplicativo será somente mais um e as chances de sucesso baixas.

Existem diversas formas de analisar a concorrência. A primeira é olhando nas lojas de aplicativos os seus concorrentes nas categorias ao qual pretende atuar. Teste os aplicativos dos concorrentes, leia os comentários existentes a respeito dos aplicativos (ali há muitas informações e analises importantes de usuários), peça aos seus amigos testarem e darem opinião sobre os aplicativos dos concorrentes. Você pode até mesmo contratar uma empresa de pesquisa especializada, dependendo de sua verba para investimento.

E não pense apenas como aplicativo móvel os concorrentes, seja mais amplo, respondendo a estas perguntas:

  1. Existem aplicativos idênticos ou semelhantes para desktop ou web?
  2. E os aparelhos que o aplicativo roda?
  3. Há novas tecnologias surgindo em dispositivos portáteis que podem levar o seu a ter um diferencial maior?

Há, também, revistas e sites especializados em analise de aplicativos onde demonstram os prós e os contras de aplicativos e concorrentes dos mesmos. São excelentes formas de ter novas idéias e analisar os concorrentes.

Determinar o tamanho do mercado

Vamos imaginar que sua aplicação não é única no mercado. Não há problema, você vai concorrer com outras aplicações. A analise dos concorrentes já foi feita e definiu seu diferencial. Ok.

Pode ser que sua aplicação seja única e não exista nada semelhante no mercado: melhor ainda!

Agora vamos pensar em outra coisa, que inclusive se relaciona ao tópico anterior:

Seu público alvo!

Se na sua analise realizada você perceber que o seu mercado-alvo não dará certo, não entre em pânico! Pegue sua toalha intergaláctica e muitas vezes pequenas alterações na sua aplicação podem mudar o perfil de publico alvo de sua aplicação, migrando para um mercado com menor concorrência ou maior público. De qualquer forma, se seu aplicativo é para um nicho específico de público, mais cedo ou mais tarde ele estará aparecendo na lista para este público em particular.

O ideal é achar seu público-alvo. Não se pode e nem deve agradar a todos, tentar abraçar o mundo. Pense num filme seu favorito. Lembre-se das pessoas que não gostaram do mesmo filme. O segredo do sucesso é não agradar a todos. Ache seu nicho, seu público-alvo. Dificilmente seu software será utilizado por todos.

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Vamos pensar no ramo de publicidade. Os anunciantes procuram produtos e conteúdos para nichos específicos. Um produto voltado para crianças não será anunciado no Jornal Nacional, mas num programa infantil. Achando as pessoas que podem usar o seu aplicativo já é um grande passo para o sucesso.

Existem diversos tipos de públicos alvos, todos querendo resolver os mais diversos tipos de problemas específicos: para seu comportamento ou interesse, desde colecionadores de selos, moedas, passando por mães, empresários, crianças, adultos, mulheres, casais em diversas fases de suas vidas (solteiros, namorados, noivos, casados, com filhos, divorciados, etc) estudantes, enfim, uma gama enorme de públicos e interesses.

É estreitando um público alvo que fica mais fácil de encontrar usuários e aumentar as chances de sucesso de sua aplicação.

E estreitar o mercado não é algo ruim e tem muitas vantagens no marketing, na divulgação de sua aplicação. Tornando o seu produto de nicho fica muito mais fácil de destacar dos concorrentes.

Investidores ficam muito preocupados quando ouvem que uma empresa está buscando mais de um mercado. É preciso foco.  Se você identificou para sua aplicação mais de um público-alvo, você deve escolher qual é o melhor público, para se dedicar a ele em específico: não abrace o mundo, mantenha-se com sua toalha!

Uma vez escolhido o público alvo, você deve pesquisar dois tipos de dados. O primeiro são os dados básicos, tais como: idade, sexo, nível de renda, escolaridade, estado civil, ocupação, origem étnica e outros fatores demográficos. Mas também deve pensar em seu público alvo com maiores detalhes. Pense em características pessoais como: personalidade, atitudes, valores, interesses, Hobbies, estilo de vida e comportamentos em geral. Pense no seu público alvo até ter em mente um cliente modelo com todas suas características.

Tudo isso deve ser levado em consideração no desenvolvimento de sua aplicação e no plano de marketing e divulgação de sua aplicação.

Fazer um plano técnico de desenvolvimento, execução e riscos que podem ocorrer, e como eliminar ou diminuir as chances de riscos.

Tudo onde pretendemos empreender podem ter riscos. Odiamos quando falhamos. Mas os riscos existem e tentar prevê-los e tentar diminuir as chances de fracasso é muito importante.

Existem alguns fatores de risco necessários de se observar, são alguns deles:

  1. Risco técnico.
  2. Risco de execução.
  3. Risco de mercado.

Vamos analisar cada um destes riscos:

Risco técnico

No começo mencionei alguns riscos técnicos que temos no desenvolvimento de aplicações em vários sistemas operacionais – se você pulou a introdução por algum motivo, aconselho parar aqui, voltar e assistir.

Riscos técnicos, provavelmente, são os mais simples de se resolver, utilizando-se de ferramentas que tanto o Android, o iOS e outros, oferecem e outras ferramentas extras que o mercado oferece. Mas existem outros riscos técnicos além da programação.

A telefonia móvel no Brasil é deficiente e com poucos concorrentes, os smartphones do seu público alvo podem não ter os recursos tecnológicos que sua aplicação exige, a resolução da câmera do seu usuário pode não ser boa, pode não ter reconhecimento de face, seu algoritmo pode não funcionar em todos os aparelhos, além dos já mencionados no inicio do curso.

No final deste capítulo vamos listar algumas ferramentas que o auxiliaram a minimizar estes riscos, mas é muito importante você identificar quais estes riscos técnicos e corrigi-los antes do lançamento de seu aplicativo.

Risco de execução

Às vezes sua aplicação pode ter risco na execução do projeto por diversos motivos: talvez você seja um desenvolvedor iniciante e precisará de apoio de um desenvolvedor experiente, talvez você não tenha conhecimentos de design e precisará contar com a ajuda de um designer, talvez até não tenha muito conhecimento em plano de negócios e precisará da ajuda de empresas especializadas ou empresas juniores de universidades. Tudo isso pode atrapalhar o cronograma de desenvolvimento e até mesmo a qualidade de sua aplicação.

Riscos de mercado

O mercado vai usar sua aplicação, no volume de vendas que você precisa para ter lucros?

Você estará perdendo dinheiro vendendo seu software à R$ 1,00 e tendo um custo de publicidade de R$ 1,05 para cada venda gerada? E ainda pagando 30% do valor aos marketplaces? Com certeza não. E ainda estará perdendo dinheiro.

Quantas visualizações e cliques em seu site irão ser convertidos realmente em vendas? 

Felizmente é possível fazer testes antes de lançar um produto no mercado. Bastando para isso criar um mockup de seu produto num site e coletando informações do tipo: quantas visitas foram geradas, quantos clicaram no botão comprar. Isso mesmo, sem ter o produto pronto. Esta é uma das formas de testar o mercado que vamos tratar mais a frente no curso, assim como outros aspectos de mercado. Afinal, é pra isso que você está fazendo este curso, não é mesmo

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Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.

Sumário
App de Sucesso - Parte 7 - Formas de monetização de Aplicativos e plano de negócios
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App de Sucesso - Parte 7 - Formas de monetização de Aplicativos e plano de negócios
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Neste artigo vamos tratar sobre os vários tipos de monetizar (ganhar dinheiro) com seus aplicativos. Uma parte fundamental para qualquer plano de negócios ou canva. 
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