Kotlin e Getter – Como customizar, exemplo e prática

Kotlin e Getter – Como customizar, exemplo e prática

9 de maio de 2019 0 Por Ramos de Souza Janones

Um exemplo prático sobre como customizar o getter do Kotlin com exemplos e as melhores práticas.

Kotlin é uma linguagem de programação criada pela empresa JetBrains, a mesma que desenvolve ferramentas para desenvolvimento, como por exemplo o IntelliJ IDEA.

 

Classes não podem ter campos (fields), ou seja, elas só podem ter propriedades. Mas, para nossa alegria, a linguagem conta com um mecanismo de backing field implícito (chamado field) para quando for preciso usar modos de acesso personalizados.

Sua classes poderia ser escrita assim:

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    class Article(content: String) {
        var content: String = content
            get() = field.toUpperCase()
    }

    Código completo para testes

    fun main(args: Array<String>) {
        var art = Article("Alguma coisa")
        println(art.content)
        art.content = "outra coisa"
        println(art.content)
    }
    
    class Article(content: String) {
        var content: String = content
            get() = field.toUpperCase()
    }

    Veja funcionando aqui.

    Leia também: Release do livro: Desenvolvedor Kotlin Android – Bibliotecas para o dia a dia

    Vejamos a seguir 5 recursos básicos que a linguagem Kotlin possui e que facilitam na hora do desenvolvimento do nosso código.

    1 — Interoperabilidade

    Kotlin é uma linguagem de programação que roda sobre a JVM. Um dos focos dessa tecnologia é a integração de forma transparente com códigos e bibliotecas Java além de manter o mesmo nível de desempenho. Isso significa que uma classe Java pode ter codigo escrito em Kotlin e o contrário também pode acontecer. Além da possibilidade de reuso das milhares de bibliotecas Java existentes, esse fato ajuda, até mesmo, uma possível migração entre essas tecnologias.

    2 — Inferência de tipos

    Kotlin possui tipagem estática, mas nem sempre é necessario informar o tipo da variável, o compilador entende o tipo da variável dependendo do contexto que for usada.

    Como o valor passado para a variável tecnologia é um texto, automaticamente o compilador entende o contexto e sabe que essa variável é do tipo String. Podemos observar que a função chamada, exibeTecnologiaEstudada, espera explicitamente um valor do tipo String em seu parâmetro, não havendo problema algum ao passar a variável tecnologia pois está tudo dentro do contexto String. Esse tipo de comportamento é chamado de inferência de tipos.


    3 — Cast inteligente

    Smart cast ou cast inteligente é uma funcionalidade em Kotlin que faz a verificação do tipo de uma classe e seu determinado cast ao mesmo tempo. Isso significa que ao realizar uma verificação de tipo não é necessário fazer o cast depois, porque o compilador já entende e faz isso por você.

    4 — Segurança de tipos nulos

    Outro recurso interessante da linguagem é a validação de tipos nulos. Kotlin valida tipos nulos em tempo de compilação para que seja evitado o tão famoso NullPointerException. Por padrão Kotlin não permite uso de variáveis nulas, caso seja necessário usar algum valor null, é preciso informar explicitamente ao escrever o código usando o caracter de interrogação “?”. Quando informado que uma variável pode ser nula, todo o uso dela vai ser validado onde for inserida.

    5 — Recursos funcionais

    Além de ser uma linguagem orientada a objetos, Kotlin também trabalha com conceitos de linguagem funcional. Não vamos entrar em detalhes sobre os conceitos de programação funcional aqui, mas caso tenha curiosidade, pode saber um pouco mais no post Programação Funcional para Dinossauros escrito pela Tatiana Moraes.

    A ideia é que em Kotlin as funções podem ser tratadas como valores, podendo ser usadas como parâmetros e também retornadas por outras funções. Um exemplo singelo disso é no uso da função map disponibilizada pela api de Collections.

    Visão geral

    Kotlin é uma linguagem concisa, de fácil entendimento e leitura, além de ajudar bastante na segurança de código. Códigos mais concisos e simples de ler e escrever contribuem no ganho de tempo de manutenção e desenvolvimento de aplicações. Claro que uma linguagem de programação é apenas uma ferramenta e depende do desenvolvedor garantir boas práticas para potencializar os ganhos de todo benefício oferecido, mas trabalhar com uma tecnologia criada pensando nesses benefícios contribui bastante.

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