Hacker – Monte a sua hacker mochila do seriado Mr. Robot

Hacker – Monte a sua hacker mochila do seriado Mr. Robot

28 de outubro de 2016 0 Por Ramos de Souza Janones
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Você sabe o que tem dentro da mochila do personagem Hacker Elliott Alderson da série Mr. Robot? É o que pretendo mostrar neste artigo.

Hackers são vistos de forma errado na história mostrados em programas de TV e filmes, mas se tem um que tem retratado bem um Hacker é a série de TV Mr. Robot.

E você sabe o que tem dentro da mochila do personagem hacker Elliott Alderson? É o que pretendo mostrar neste post. 

Hackers são pessoas com um conhecimento profundo de informática e computação que trabalham desenvolvendo e modificando softwares e hardwares de computadores, não necessariamente para cometer algum crime. Eles também desenvolvem novas funcionalidades no que diz respeito a sistemas de informática.

Portanto, qualquer pessoa que tenha conhecimento profundo em alguma área específica da computação, descobrindo utilidades além das previstas nas especificações originais, pode ser chamado de hacker.

 

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De acordo com algumas pessoas no site Reddit, a mochila apresentada no seriado é (mais parecida)  com a 3V Velox II. Além de uma quantidade enorme de drogas, ainda elaboramos uma lista de itens do que pode ter na mochila:

Embora muitos de nós associemos a palavra hacker ao criminoso virtual, essa não é a definição correta. Qualquer pessoa que se dedique intensamente em alguma área específica da computação e descobre utilidades além das previstas nas especificações originais pode ser considerado um hacker.

Uma pessoa se torna um hacker ao descobrir algo especial em um sistema qualquer que antes não parecia possível – não necessariamente uma brecha de segurança. Uma nova forma de editar uma planilha do Excel, navegar na internet utilizando metabuscas que antes não eram conhecidas, assim por diante, são todas especialidades que não existiam e foram descobertas ou criadas por especialistas (ou hackers).

Os meios de comunicação normalmente não diferenciam um hacker em alguma área específica de um criminoso virtual, tratando ambos com o mesmo sentido de ilegalidade. Mas um especialista não é necessariamente um criminoso. Por exemplo, alguém com experiência de programação fora do comum pode tanto criar programas comerciais com alto valor agregado como descobrir uma brecha de segurança em outros programas construídos com ela, sendo mais importante a índole da pessoa do que a sua habilidade técnica.

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Em um sentido mais amplo, uma pessoa com conhecimento avançado em áreas fora da informática também pode ser considerada hacker. Engenheiros, marceneiros, mecânicos e até cozinheiros podem descobrir maneiras fora do comum de realizar algo, então também podem ser considerados hackers se formos mais abrangentes.

Talvez a primeira imagem que nos venha à cabeça quando pensamos em hackers seja a dos casos relacionados ao vazamento de informações do Wikileaks e às atividades do grupo Anonymous, com invasões de sistemas alheios. Mas será que isso os torna realmente criminosos? Em ambos os casos os grupos utilizaram as suas habilidades com computadores para divulgar mensagens importantes para o mundo.

Só mais uma coisa: Se montar a sua mochila Mr. Robot ou sugestão do que mais pode ter, escreva nos comentários!

Onde o hacker atua?

Os hackers hoje têm um mercado muito amplo para atuarem, principalmente para aqueles que decidem dedicar-se a sistemas de segurança de informação. Com tudo hoje sendo feito pela internet, de uma simples compra de sapatos a operações financeiras com criptomoedas, a área expandiu-se muito para aqueles que detêm o conhecimento em programação.

O hacker pode atuar em setores ligados à perícia forense, pesquisas de vulnerabilidade, engenharia de projetos, desenvolvimento de softwares, testes de invasão, gestão de riscos, entre outros. Um hacker pode ganhar muito dinheiro com as recompensas dadas por empresas que lançam desafios para terem seus sistemas invadidos e, com isso, desenvolverem melhorias de segurança.

A atuação do hacker geralmente exige formação em alguma área ligada à informática, já que a maioria desses cursos possui matérias relacionadas à segurança da informação. Entre as opções, estão as graduações de Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Redes de Computadores, Sistemas de Informação, Engenharia de Software e Tecnologia da Informação (TI).

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Hacker x Cracker

Mas se os hackers não cometem crimes virtuais, qual expressão usar para aqueles que cometem? Nesse caso, o correto é utilizar o termo “cracker”.

Podemos definir crackers como hackers que utilizam o conhecimento em informática, computação e demais tecnologias para invadir ilegalmente sistemas, sites, servidores, bancos de dados etc. Em alguns casos, o objetivo é apenas testar a vulnerabilidade dos serviços, mas, em outros, é obter algum ganho financeiro ou pessoal.

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Então, cracker trata-se daquele que consegue driblar sistemas de segurança operacional com o objetivo de ter proveito pessoal, como modificando um programa para que ele não precise mais ser pago, jogando vírus na rede, clonando dados, roubando senhas etc.

Basicamente, podemos falar que o cracker seria o “hacker do mal”. A expressão foi criada em 1995, justamente para distingui-los daqueles que seriam os “hackers do bem”.

 

Os hackers crackers mais conhecidos

A história está marcada de grandes (e recentes) casos de invasões de sistemas de grandes empresas, veículos de mídia e governos nacionais por crackers, com o objetivo de roubar informações pessoais, arquivos confidenciais ou, ainda, expor a intimidade de famosos.

Separamos alguns ataques de hackers – na verdade crackers – que ficaram marcados na história. Veja:

– Adrian Lamo

Lamo tornou-se conhecido depois de ter invadido os sistemas do The New York Times, Google, Yahoo! e Microsoft. Ele só parou quando foi preso, em 2003. Ficou conhecido como “o hacker sem-teto”, já que usava cafés e bibliotecas para realizar seus atos. Foi investigado durante 15 meses e preso na Califórnia, quando fez um acordo no qual estabelecia que cumpriria seis meses de prisão domiciliar. Lamo é conhecido como dedo-duro na comunidade hacker.

– Jeanson “Resilient” Ancheta

Resilient foi a primeira pessoa a ser acusada de controlar um exército de computadores sequestrados, conhecidos como “botnets”, por disparar muitos spams (e-mais invasivos) pela internet. Também usou o vírus “rxbot” para poder ter o controle de 500 mil computadores e vendeu seus serviços para quem quisesse derrubar grandes sites. Foi preso em 2005 por um agente do FBI que fingiu estar interessado nos seus serviços.

– Kevin “Dark Dante” Poulsen

Kevin foi o primeiro americano banido da internet, depois de ter ficado preso por cinco anos. No começo dos anos 1990, ele invadia linhas telefônicas. Ao ser liberado, ficou proibido de usar a internet por três anos. Depois da pena, passou a escrever para a revista Wired, em uma coluna sobre tecnologia.

– Kevin “The Condor” Mitnick

Apesar de não se considerar um cracker, e sim um “engenheiro social”, Mitnick iniciou sua “jornada” aos 15 anos, invadindo os sistemas da Nokia, IBM e Motorola. Foi preso em 1995, ficando em uma cela solitária, já que o juiz de seu caso considerava que ele poderia “iniciar uma guerra nuclear usando as teclas do telefone da prisão”. Mesmo depois de um ano preso, continuou invadindo computadores. Em 1999, foi o hacker mais procurado dos Estados Unidos, sendo condenado a quatro anos de prisão. Atualmente, é consultor de segurança e autor de dois livros sobre o tema.

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– Anonymous

Reconhecidos como hackers ativistas, o Anonymous é o grupo hacker mais conhecido do mundo. Ele foi iniciado em um fórum de discussões e cresceu progressivamente até assumir papel de destaque em vários eventos da história recente. É formado por membros anônimos, nem todos hackers, que atuam nas mais variadas frentes, sendo essas, geralmente, em defesa de causas em prol da sociedade como um todo. Como forma de protesto, o Anonymous invade páginas na internet, derruba sites e vaza dados confidenciais.

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