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Quanto o profissional freelancer deve cobrar?

8 de agosto de 2012 Off Por Ramos de Souza Janones
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Trecho retirado do livro: “Marketing para Empresas e Profissionais de Software“, publicado pela Editora Ciência Moderna.

Apesar de não ter empresa aberta, o profissional freelancer também tem seus custos de vida e para definir seus preços é preciso conhecer quais são estes custos. Aqui um roteiro de como levantar estes custos.

  1. Custos mensais

Faça um levantamento de todos os custos mensais fixos que você tem que pagar: aluguel, telefone, luz, água, mensalidade de algum curso, internet, TV a cabo, etc.

  1. Transporte

Quanto você gasta em média com transporte?

  1. Saúde

Você possui plano de saúde, possui reservas financeiras para eventuais necessidades?

  1. Diversão

Quanto você gasta com diversão? Cinema, bares, boates, namorada, shows, viagem, etc.

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  1. Economias

Além de pagar todos seus custos de vida você deve lucrar para fazer economias e gastar com outras coisas de seu interesse. Quanto deseja economizar por mês para seu futuro ou algum plano de médio ou longo prazo? Quanto quer ganhar livre além dos custos?

O profissional freelancer pode misturar o custo de vida com sua atividade financeira.

Calculando o preço

É comum o freelancer cobrar por horas de serviço. Neste caso o cálculo é bem simples: vai somar todos seus custos e quanto deseja de economias.

PREÇO = CUSTOS + LUCROS.

Vamos criar uma tabela de custos:

Tabela de Custos mensais

Descrição Valor
Aluguel R$ 450,00
Telefone R$ 150,00
Luz, Água R$ 95,00
Internet R$ 150,00
TV a cabo R$ 60,00
Faculdade R$ 700,00
Transporte R$ 120,00
Plano de Saúde R$ 100,00
Aposentadoria Privada R$ 150,00
Diversão R$ 400,00
Outros R$ 250,00
TOTAL R$ 2.625,00

Os custos mensais de nosso freelancer exemplo são de R$ 2.625,00. Vamos supor que ele deseje ter livre todo mês, mais R$ 1.000,00, então o total deve ser de R$ 3.625,00.

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Para chegar ao valor de custo da hora de trabalho, de nosso freelancer, ele terá que dividir R$ 3.625,00 por 160 que seriam 8 horas x 20 dias de trabalho, descontando os finais de semana. O que dá R$ 22,65 a hora de trabalho.

Mas ainda não chegamos ao valor correto. Imagine que um desenvolvedor crie um software em apenas 40 horas, o que dará R$ 906,00 o preço de um projeto. Alguns dirão que está muito barato, e está mesmo. Ainda há outros fatores a se acrescentar nas horas de trabalho.

Perguntas a serem feitas:

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  1. Porque um desenvolvedor iniciante, com os mesmos custos que eu que já sou experiente e posso desenvolver muito mais rápido, tem o mesmo preço de hora de trabalho?
  2. Eu posso reutilizar muitos códigos que já tenho pronto e vou gastar muito menos tempo que alguém que não os tem, posso cobrar mais caro à hora de trabalho?
  3. Até que ponto sai mais barato para o cliente contratar alguém com maior experiência, porém mais caro à hora de trabalho, que alguém sem muita experiência com a hora de trabalho mais econômica?
  4. E quando não tiver muitos serviços suficientes para cobrir toda a carga de horário, como faço para chegar a este objetivo final de custo + lucro?

Fazendo estas perguntas percebemos o quanto injusto é este sistema inicial de cálculo de preço de hora de trabalho. É por estes motivos que devemos acrescentar alguns fatores ao cálculo final de horas de trabalho, são eles:

  1. Fator experiência

Quanto tempo e investimento você levou para desenvolver um tipo de trabalho? Quanto tempo você levou para desenvolver com maior facilidade – conseqüentemente maior velocidade – e sem erros? Para cada ano de experiência acrescente em média de 3% sobre o valor de sua hora de trabalho.

  1. Fator Cliente
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Qual o tamanho de seu cliente? Vai exigir muito de você o tamanho de seu cliente? Quanto maior a empresa, maior terá que ser sua dedicação, seu suporte, seu tempo, sua qualidade na prestação de serviço. São diferentes de uma empresa pequena que tem menos movimento, menos funcionários, menos pessoas exigindo de você, por isso, dependendo do tamanho do cliente, acrescente uma média de 10 a 30% o valor de sua hora de trabalho.

  1. Fator Criatividade

Muitas vezes o cliente não sabe exatamente o que quer. Muitos profissionais são analistas de sistemas e analisam todo o negócio do cliente oferecendo soluções para seus problemas, detectando problemas que muitas vezes o proprietário nem imagina que possui. É um mix de fator experiência. Se o profissional já possui este fator com os anos de experiência, acrescente uma média de 20 a 40%.

  1. Fator desconto

Os clientes sempre pedirão desconto. É fato. Acrescente ente 10 a 20% para este fator.

Então vamos aos cálculos finais:

Com base nos R$ 22,65 iniciais, vamos pegar todos os fatores mencionados:

  • Fator Experiência: 06 anos de experiência vezes 3% = 18%.
  • Fator Empresa: Supondo que seja uma pequena empresa = 20%.
  • Fator Criatividade: Se junta à experiência com soluções sugeridas = 20%.
  • Fator Desconto: 25%.

Total do preço da hora de trabalho: R$ 48,10 a hora de trabalho.

Atenção: Foram acrescentados 25% no fator desconto para dar um desconto de 15% real.

Portanto um serviço de 40 horas de trabalho seria o equivalente à R$ 1.924,00.

É por isso que muitas empresas de grandes centros costumam contratar freelancer de cidades pequenas onde o custo de vida das pessoas é bem menor. Daí a variação de preços entre profissionais, principalmente por regiões.

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Em outra parte do livro vamos mostrar como vender seus softwares e serviços. O profissional freelancer deve vender sempre a sua experiência e mostrar seus outros trabalhos. Lembrando que nunca deve dar descontos que comprometem os seus custos de vida, se for dar desconto, dê descontos que comprometem apenas seus lucros.

Trecho retirado do livro: “Marketing para Empresas e Profissionais de Software“, publicado pela Editora Ciência Moderna.

Siga os bons!

Ramos de Souza Janones

Janones, é um empreendedor brasileiro apaixonado por empreendedorismo e tecnologia. Ao longo dos anos trabalhando com o desenvolvimento de softwares desktop desde a linguagem Clipper, passando pelo Delphi e atualmente com Java.

Optou pela formação de Publicidade e Marketing por sua segunda empresa de tecnologia ter participado do "boom" da internet nos anos 90 e na procura de melhorar seus conhecimentos em negócios.

Em razão da principal formação e profundos conhecimentos em programação e banco de dados, é capaz de realizar o desenvolvimento de aplicativos web, desktop e mobile com maior criatividade e inovação que profissionais de desenvolvimento com uma formação única e mais especifica, dedicada somente ao desenvolvimento de softwares.

Com toda sua experiência com empresas de software, sua formação e paixão por negócios escreveu o livro "Marketing para Empresas e Profissionais de Software", publicado pela editora carioca Ciência Moderna em 2012. Além de outros livros sobre programação.

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